Oficio Divino

O breve sentido de cada Hora


Vigílias  

 

É o Ofício da noite. Ele é marcado pela espera escatológica da parusia ( Mt 25,6; Mc 13,35-36) . Este Ofício é por excelência, uma leitura Orante da Palavra de Deus, pelas suas leituras tiradas da Bíblia e os comentários dos Santos Padres. Oficio Divino do desejo em que a Monja aguarda com ansiedade a vinda de seu Esposo.


Laudes

 

A palavra Laudes significa Louvor. Laudes está ligada ao nascer do sol; o sol que nasce é o símbolo da Ressurreição de Cristo. Logo, o Ofício de Laudes é a celebração da Ressurreição do Senhor.

Este Ofício destina-se a santificar o tempo da manhã. São Basílio Magno diz:

 

“As Laudes matutinas têm por fim consagrar a Deus os primeiros movimentos da nossa alma e do nosso espírito, de modo a nada empreendermos antes de nos alegrarmos com o pensamento de Deus”.

 

Nas Laudes, somos convidados a saudar e acolher o Deus da vida e sermos nós mesmos fonte desta vida. No momento em nosso Mosteiro o oficio Divino de Laudes está integrado com a celebração da Eucaristia. 

 

Sexta

 

Corresponde à hora do meio dia. Comemora a crucifixão de Jesus. No hino “Dicamos laudes Domino”, cantamos: “Naquela hora, a glória da verdadeira salvação atingiu os fiéis pela imolação do Cordeiro bem-aventurado e pelo poder da cruz”. Este hino faz referência à luz maravilhosa que inundou o mundo quando o Senhor foi pregado na madeiro.

A hora de Sexta convida-nos a santificar este momento do dia , voltando os olhos para Deus criador e providencial que conduz à salvação todos aqueles a quem ele chamou à vida. Refeitos na fonte da Vida podemos abraçar o Cristo da Paixão, toda a Igreja e a humanidade no prolongamento da Paixão de Cristo.


Noa

 

A Noa refere-se explicitamente ao mistério de Cristo, ao mistério de sua bem-aventurada morte e aos frutos que dela colhemos. A morte é destruída pela morte do Salvador, depois das trevas que se abateram “sobre toda a terra” da sexta à hora nona (Lc 23,44).


Vésperas

 

Vem de Vesper, a 1ª estrela que aparecia no céu. São os louvores vespertinos. Chegado ao fim da jornada, agradecemos a Deus, através dos salmos, o bem que recebemos e o bem que tivemos a graça de fazer. Com esta oração, que fazemos subir “como incenso na presença do Senhor” e em que o “erguer das nossas mãos é como o sacrifício vespertino”, recordamos também a obra da Redenção, o novo mandamento da caridade, os sacramentos da Igreja, o próprio dom da Igreja, que jorrou do lado aberto de Cristo na Cruz. O Cântico do N. T. constitui uma exultação pascal de louvor ao Cordeiro imolado e vitorioso. Pelo Magnificat, na voz de Maria, sinal da própria Igreja, toda ela canta e dá graças pela salvação recebida. As preces são de intercessão, pedindo que esta salvação alcance a todos. O Pai Nosso nos lança ainda na grande oração universal, que engloba tudo quanto podemos dizer a Deus.

 

 Completas

 

A Palavra latina completorium significa que completa que encerra todo o curso do Ofício Divino e do dia. Neste Ofício desdobra-se o aspecto escatológico de nossa vida em Deus, já presente nas Vésperas. Os salmos são de reconciliação, de confiança e de esperança de vida eterna feliz em Deus. Como o velho Simeão, podemos repousar em Deus, na esperança da luz eterna e do dia sem fim.

E saudamos a Virgem Mãe de Deus e nossa com o Salve Regina, agradecendo sua discreta e preciosa presença em todo o nosso dia e lhe confiamos a noite que se inicia.